Dia a dia, pensamentos, acontecimentos... devaneios



20 de outubro de 2010
Ela é a louca musa inspiradora (responsável por presidir as artes musa)


Ontem à noite bem antes do cortinar de minhas pálpebras lembrei de você
Lembrei de tudo o que disse, e que ainda vai dizer.
Lembrei, pois é superior e transcendental.
Lembrei de Almodóvar e logo me esqueci se disse...

Como pode ser possuidora de grandes olhos para o futuro?
Desdém tão fácil de meu sorriso pensante
Elucida todos os meus desejos em um trago só

Pobre de mim que estou fadado a viver assim nos próximos dias
Nem me reconheço mais como um nome próprio
Pois ela é responsável por presidir as artes modernas
Aliás, ela os vê em sonhos.
Os vê em sonhos e nem é preciso adormecê-los

Ela os purifica, tornando assim simples as qualidades humanas.
Ontem quando me dei conta já não era mais noite
Amanheci sem compreender se eram em forma de sonhos ou não
Edu Passalo



26 de agosto de 2010
Crepúsculo...


Ensaios buscando a coerência inexistente de um espetáculo de vampiros e existencialismo acrescidos de dança flamenca, poesia, rock n´roll, teatro, provocações, movimentos independentes buscando tomar a pílula vermelha e sair da "Matrix"! Sai mundinho azulzinho-perfeito, estamos vivos pra fazer alguma coisa! A arte uma vez criada é do mundo! Criemos pensamentos que acrescentem! Crepúsculo do sentido... seja bem vindo! M. Gelape


20 de agosto de 2010
Ensaio... Crepúsculo do sentido.. às vezes dar um sentido é nomear um tormento. Porém desde que ele é nomeado, já não é mais tão desconhecido! Personagens em processo de criação




09 de agosto de 2010
A busca pela identidade.... dentro de um mundo onde o super valor é o poder, questiono mundo se existe ainda alguma identidade. Ontem vi que sim. Há muito tempo não assistia a um espetáculo tão dono de si como "Bernarda". Canales, conhecido de longa data, exímio bailaor flamenco mostrou um espetáculo que falava por si só.
Contou a história. Falou da história de forma totalmente entregue onde quase era possível sentir a falta de ar do povo espanhol pensante diante do franquismo.
Aquelas mulheres secas, mortas em um autoritarismo competitivo foram representadas em uma essência que muito de longe conseguia ser humana.
Do mais instigante e ousado pela peça foi possível sair dos pensamentos medíocres e enlatados e ver como a arte é capaz de passar uma mensagem quando é dada a ela esta chance. Mensagem muito além da superfície, que precisa de mentes instigadas para poder ser vista.
De forma fantástica ontem pude ver identidades na dança, personagens distintos com uma série de sentimentos profundos e antagônicos. Que maravilha a interpretação do antagonismo humano....
Isto deixou minha cabeça fervente de insights enquanto cientista da mente, apaixonada pela arte e acima de tudo pelo humano..... demasiado humano. Quem sabe o Ubermann de Niestzchie esteja nascendo nos palcos, teatros de rua e manifestações artísticas?!
Palavras de uma diretora extasiada! M. Gelape






17/07/2010
Namaste!
Muito trabalho para iniciar a nova fase. Muitas perguntas, muitas expectativas... desafios em escala maior! São muito bem vindos. O roteiro final e a trilha de Crepúsculo estão prontos. Mr. jones tem como trilho que inicia a viagem, muito além de vampiros, talvez seja um primeiro ensejo filosófico dentro da contextualização do flamenco enquanto rito familiar, valor maior e sentido de vida. Quem não tem porque viver, vive de jeito nenhum... a grande questão da peça é justamente o sentido de cada um... representado por uma bella bailarina que dançava flamenco enquanto seu pai tocava para ela... "... flamenco dancer, she dances while her father plays guitar, she´s sundelly beautiful, and I want something beautiful, then I wish I was beautiful....".
Além disso, ao redigir a peça, foi de muito questionamento o que quer dizer a arte, a dança, senão algo para ser sentido, vivido e honrado. Sim, honrado. Pois a dança expressa a liberação de uma angústia que ocorreu com alguém, em alguma ocasião e virou movimento, música, canto. Como descontextualizar isto? Realmente não consigo perceber a dança sem uma intenção teatral, sem um elemento profundo e já manifesto da vida de um João, Francisco ou José. A dança conta com o corpo toda uma filosofia de vida....
Com certeza a filosofia não é ver Edward e Bella. É conhecer Edward e Bella, estar incluído no mundo que os leva a serem tão desiludidos e a busca pela raiz, pela tradição- caminho de salvação da vida insossa. O flamenco nunca poderia ser insosso, desteatralizado, afinal fala do cotidiano, do ser humano, do dor humano. O flamenco traz a tradição e o sentimento de ser compreendido. Talvez seja isto uma das formas de sentido, de possibilidade de invenção do futuro.
Não adianta também reproduzir, a alma fala da invenção de seus movimentos- voz, tem que vivenciar o personagem... pensamentos notívagos da construção de uma mente que deve se tranformar em personagem.
Paz e fé... Bella Grigio